Parece que sempre vou me achar um garoto vendo uma livraria pela primeira vez. Aquele cheiro de livro novo enchendo a cabeça e a imaginação voando para dentro das inúmeras capas, estranhas, criativas, medonhas, fantásticas... Foi assim que me senti, de novo, ao adentrar A Quinta Estação , de N. K. Jemisin. Este é atualmente o meu livro titular, do qual fujo habitualmente para que não acabe e eu não tenha que lidar mais uma vez com aquela sensação de abandono e de que nunca mais vou achar algo tão legal assim para ler. Por que esse é meu livro titular? Não faço a menor ideia. Eles se ordenam a medida que chegam. O de cabeceira é O Livro do Juízo Final, quase um calhamaço, mas muito mais leve e utilizado para relaxar e dormir. E tem o livro da mochila. Ou do carro, já que não tenho mais andado por aí devido a pandemia. Geralmente esse é um volume menor, fácil de carregar, mas nem sempre foi assim. Tal posto já foi ocupado por um livro do Richard Dawkins... Mas hoje as páginas que sofrem o transporte precário e aguardam sua leitura nos mais variados locais é o nostálgico Neuromancer. Digo nostálgico por que eu já deveria ter lido há muito tempo e até hoje não compreendo como não o fiz antes de ver os filmes do universo Matrix. Agora, você vai ter que ter um pouco de paciência com as gírias antigas e os termos técnicos da era DOS se também não leu.
Alguns diriam que a quarentena aumentaria o número de leitores e de livros lidos. Contudo, me encontro preso desde o começo do ano passado nessas três peças. Acho que não gosto de associar leitura a algo obrigatório, sem opção. Às vezes volto a procurar por algo "novo" no universo da ficção só para ver se me animo mas as coisas demoram uma eternidade a chegar por essas terras. Então me esforço e leio mais uma página. Ou duas.

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