Não era difícil acompanhar personagens adormecendo durante séculos e acordando em perfeito estado para retomar suas tarefas inacabadas. Era chato. Simplesmente chato. Porque totalmente inverossímil pois quem adormecia não estava ligado a nenhum programa de acompanhamento e acordava em contextos totalmente diversos dos que havia deixado. Mas o incrível é que mantinham o prestígio e logo tinham acesso a recursos que a maioria da população não tinha.
À teoria da floresta sombria somam-se outras interessantes como a navegação por ondas gravitacionais - lembram-se da dobra de Star Trek? E ainda tem o lance de universos em mais de três dimensões, complicado mas se tiver paciência de seguir o raciocínio exposto, é até plausível.
O grande erro em minha humilde opinião foi tentar amarrar esse último volume da saga com uma personagem insípida e com uma sugestão de romance que nunca acontece mas a partir de um ponto parece centralizar toda a saga. Cixin deveria ter desenvolvido mais outros personagens e capitalizado alguns deles para guiarem a trama milenar.
No fundo ficou parecendo um arremedo de Fundação mas sem fundação. No segundo volume - A Floresta Sombria - já dá pra notar essa tendência de expansão do contexto sem uma narrativa consolidada mas esse final extrapola e explode toda a obra. Seu único mérito é não tirar o valor do excelente O Problema dos Três Corpos.

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